Sexto CIMES questiona o que é preciso para que o Brasil se torne inovador

Diálogo e acesso precisam ultrapassar os dois dias de evento

A sexta edição do CIMES encerrou-se na tarde dessa sexta-feira com quase 400 participantes que, durante os dois dias de congresso, tiveram a oportunidade de pensar e discutir questões relacionadas ao novo modelo de saúde. “Um modelo que precisa ser pensado e arquitetado, dentro do que a gente deseja para a próxima geração 4.0”, disse o diretor institucional da ABIMO, Márcio Bósio, no encerramento.

O presidente do SINAEMO e Diretor Titular do ComSaúde, Ruy Baumer, fez o fechamento questionando os presentes sobre o que é preciso para que, efetivamente, o Brasil possa se tornar inovador.

A cultura da inovação foi levantada por ele como um dos principais pilares, bem como a falta de acesso. ”Grandes polos como o Vale do Silício, o Medical Valey vão te buscar para ajudar a inovar, enquanto que no Brasil o acesso é sempre difícil.”

Baumer diagnosticou que ainda falta comunicação entre todos os envolvidos, pois existem promessas de leis, decretos e incentivos; existem parques tecnológicos e existe uma enorme capacidade de empreendedores que não conseguem interagir facilmente. “Tivemos aqui concentrados, além dos pesquisadores e das empresas que tem sede de inovar, todas as entidades que, de uma maneira ou outra, estão apresentando as suas soluções e apoios para as empresas poderem inovar”, disse em seu discurso. “O que precisamos é conseguir fazer com que essa união ultrapasse os dois dias de congresso e é para isso que a ABIMO vai trabalhar.”