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Experiência do usuário deve ser analisada desde o início da inovação

Palestrantes antecipam principais ideais que serão debatidos no talk show sobre user experience durante o 7º CIMES; congresso será realizado dias 22 e 23 de agosto em São Paulo

Observar a experiência do usuário desde os berços da inovação tecnológica vem se solidificando como uma necessidade fundamental para o desenvolvimento do setor. O tema, que será debatido no talk-show “A experiência do usuário como um dos pilares da inovação” no 7º CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde), evento realizado pela ABIMO nos dias 22 e 23 de agosto em São Paulo, fomenta uma discussão interessante que envolve desde as principais dificuldades para inovar até mesmo os riscos encontrados pela indústria na inserção de seus produtos no mercado.

“A experiência do usuário influencia positivamente os projetos de inovação e se integra ao trabalho dos laboratórios de teste de produtos. Assim, deve estar inserida no contexto de incubação de novas empresas que visam alcançar sucesso”, comenta Cláudio Pinheiro Fernandes, consultor da ABIMO para a área odontológica, responsável pela moderação do debate.

Representando o mercado odontológico global, Van Thompson, diretor e membro do conselho científico da Reminova, empresa spin off do Kings College London, enfatizará os desafios de levar os resultados da pesquisa clínica e laboratorial para o mercado. Com ampla experiência na área de pesquisa, apresentará uma estratégia de sucesso para a incubação de empresas nascidas em laboratórios de inovação. Questionado sobre quais os maiores riscos enfrentados por uma companhia na inserção de uma inovação tecnológica no mercado, Thompson aponta falhas cruciais. “As empresas pecam ao não perceber o longo período que os novos produtos, especialmente quando muito inovadores, levam para ser realmente adotados pelo setor. Além disso, há uma falha também na não valorização de parcerias entre entidades odontológicas e os responsáveis pelos testes de produtos em fase de inovação”, explica.

Ainda sobre o importante relacionamento entre todos os players, Thompson enfatiza o sucesso dos modelos de colaboração produtiva. “As empresas, na ânsia de desenvolver inovação, muitas vezes se deparam com falta de experiência multidisciplinar para a criação e comercialização dessas novidades. A parceria com entidades odontológicas possibilita o desenvolvimento, a avaliação e a introdução de novos produtos tanto de diagnóstico quanto de tratamento odontológico”.

Em sua apresentação, o especialista também trará, como case de sucesso, o Minnesota Innovation Fellows que, em oito anos, publicou 200 inovações, gerou cinco startups, 88 pedidos de patentes e 20 licenças de produtos.

Avanço Brasil – Complementando o time responsável pelo talk-show “A experiência do usuário como um dos pilares da inovação”, dois professores especialistas em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial apresentarão os avanços tecnológicos brasileiros no segmento.

Com extensa experiência na parceria com empresas nacionais no setor de implantodontia, Monica Calasans Maia, responsável pela coordenação do Laboratório Associado de Pesquisa Clínica em Odontologia da UFF (Universidade Federal Fluminense), explicará o funcionamento da estrutura que representa, com exatidão, a missão da universidade que, a partir da pesquisa científica básica, colabora para o desenvolvimento de tecnologia industrial capaz de melhorar a qualidade de vida da população.

Já Gustavo Klein, consultor científico da DSP Biomedical – empresa vencedora do Prêmio Inova Saúde 2018 – apresentará um projeto de PD&I de interação com cirurgiões-dentistas da área de implantodontia. Integrando uma equipe de desenvolvimento de sistema de navegação cirúrgica assistida por computação, Klein dará mais detalhes sobre essa tecnologia criada para atender as demandas de aumento de performance clínica.

Para Klein, a experiência do usuário influenciou decisivamente a seleção da tecnologia de navegação assistida. “A demanda cada vez maior na precisão da instalação dos implantes a fim de evitar problemas estéticos foi o ponto crucial para o incentivo ao implemento desta nova tecnologia. Na sequência, o refinamento dos resultados e a aplicabilidade do sistema só foram possíveis em conjunto com o futuro usuário”, relata.

Com duas horas de duração, o painel proporcionará um aprofundamento interessante sobre essa relação entre academia, indústria e cirurgiões-dentistas. O tema principal do 7º CIMES é “Inteligência Artificial na indústria da saúde: risco ou oportunidade” e a programação completa, com outros grandes nomes da saúde nacional e internacional, pode ser visualizada AQUI. As inscrições para o congresso seguem abertas e podem ser feitas pelo portal www.cimes.org.br.