A Inovação que o Brasil já realiza: um modelo de gestão integrada de saúde que combina alcance em larga escala e atendimento individual aos pacientes


Em meio a tantos cases de produtos e equipamentos que serão apresentados no 6º Congresso de Inovação de Materiais e Equipamentos para Saúde (CEMIS), o Grupo Santa Celina vai mostrar que iniciativas inovadoras também são destaque na área de serviços. Única empresa que atua exclusivamente em Gestão Integrada de Saúde (GIS) no Brasil, a Santa Celina atua nos segmentos de promoção de saúde, prevenção de doenças e atenção domiciliar, unindo todas as pontas da assistência aos pacientes e, ao mesmo tempo, combinando alcance em larga escala com atendimento individual. A empresa foi uma das finalistas deste ano no prêmio Inova Saúde, da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), promotora do CIMES.

No talk show “A Inovação que o Brasil já realiza – cases de sucesso da indústria médico-hospitalar”, que será apresentado no dia 18 de agosto, a sócia-presidente da empresa Ana Elisa A. C. de Siqueira vai explicar como a Santa Celina conseguiu criar um modelo de atendimento 360 graus que traz ganhos para toda a engrenagem da saúde. “O usuário passa a ser o centro da cadeia; as operadoras acrescentam aos planos de saúde a coordenação dos cuidados com seus clientes, evitando desperdícios e internações desnecessárias; e as empresas que adotam a gestão conseguem reduzir os sinistros de seus funcionários”, afirma Ana Elisa. Segundo ela, cerca de 200 mil pessoas passam pela gestão integrada da empresa, somando as populações de todos os clientes – planos de saúde, seguradoras, cooperativas e empresas que contratam diretamente o serviço.

O Santa Celina oferece dois modelos: Gestão 360 Sênior, para a população acima de 60 anos de idade, e Gestão 360 Corporativa, para quem tem menos de 60 anos. Estruturada com um robusto sistema de base de dados que permite acompanhar e analisar a situação individual dos pacientes, call center com atendimento feito por enfermeiros, conectividade por meio de aplicativos e site, além de equipe de campo para assistência pessoal, a gestão é definida em diferentes linhas de cuidados, de acordo com a necessidade de cada carteira.

Na faixa acima de 60 anos, por exemplo, Ana Elisa explica que um aspecto fundamental é definir o grau de fragilidade dos pacientes por meio da mensuração do declínio cognitivo e funcional. “Ligamos fragilidade com autonomia, e esta é a diferença entre avaliar risco na população acima de 60 anos e abaixo desta idade. Detectado o grau de fragilidade, podemos verificar a possibilidade de um paciente mais idoso ser internado ou até ter o risco de morrer, atuando preventivamente.”

Independentemente destes grupos, há também outras linhas de cuidados, como a dos casos de doenças crônicas. Dependendo do tipo de patologia, é desenhado um programa específico de monitoramento e aconselhamento, orientando sobre a necessidade de fazer determinados exames e oferecendo uma central de atendimento para tirar dúvidas treinada para a doença em questão. O trabalho, explica Ana Elisa, envolve ainda a “desospitalização”, acompanhando o paciente depois que ele sai da internação.

Segundo a executiva, são raras as operadoras de saúde que oferecem este tipo de serviço no Brasil. ˜Com o atendimento convencional das operadoras, o paciente compra, na verdade, uma rede. E fica perdido dentro dessa rede, que é fragmentada e, muitas vezes, ineficiente. Ele vai em um médico que pede exames, depois vai em outro, que pede mais exames e assim por diante, sem um acompanhamento total. Não há uma coordenação de cuidados.”

O perfil atual do Grupo Santa Celina, fundado há 19 anos, tem origem no serviço de home care, que a empresa desenvolvia para um hospital e, na época, era uma iniciativa inovadora. Anos depois, esta experiência passou a ser ampliada para a área de promoção de saúde e prevenção de doenças. “Com o home care, o trabalho tem o foco apenas na doença. Então percebemos que era necessário direcionar o trabalho também para evitar a doença, até porque isto envolvia a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirma. Hoje, segundo ela, 60% dos custos assistenciais da saúde são com internações. “A partir do momento em que você atua em promoção e prevenção, coordena os cuidados e traz este paciente para uma assistência de qualidade, você passa a ter um resultado satisfatório para todas as partes”, diz Ana Elisa.