Odontologia do Futuro em pauta

Há tempos o setor odontológico passa por adequação de métodos e aplicação de tecnologia que colocam a profissão entre uma das mais respeitadas e importantes do mundo
Há tempos o setor odontológico passa por adequação de métodos e aplicação de tecnologia que colocam a profissão entre uma das mais respeitadas e importantes do mundo

Considerada uma das melhores do mundo e uma das áreas mais promissoras da indústria da saúde no Brasil, membros da indústria de equipamentos odontológicos e representantes de entidades ligadas ao setor reuniram-se na manhã do dia 6 para o “Painel de Odontologia” que debateu a “Odontologia do Futuro”.

Há tempos o setor passa por adequação de métodos e aplicação de tecnologia que colocam a profissão entre uma das mais respeitadas e importantes do mundo. As inovações tecnológicas representam um progresso significativo para a carreira e sua incorporação no dia a dia tem um impacto altamente positivo.

Novos protocolos de tratamento baseados em evidências científicas podem elevar os índices de sucesso do tratamento, por isso, a velocidade do desenvolvimento de novos conhecimentos e tecnologia faz com que os profissionais necessitem constantemente de atualização.

Iniciando as apresentações, o presidente da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), Adriano Forghieri, comentou que inovações tecnológicas não param de chegar ao mercado e o Cirurgião-Dentista já não pode mais ficar preso apenas no consultório: “É essencial inovar para transformar um sorriso, para melhorar a profissão. A renovação no uso de uma técnica, de um tratamento pode, inclusive, aumentar o potencial de atendimento ao paciente”, disse.

Forghieri acrescentou que nos últimos anos, houve grandes avanços em todos os setores odontológicos: “Ocupamos a segunda posição em implantes dentários no mundo; na área de equipamentos e materiais temos tecnologia de ponta e temos superávit na balança comercial. Isso prova a alta qualidade do produto brasileiro”.

Para ele, os empresários da indústria e do comércio, os Cirurgiões-Dentistas, as universidades e o governo, através de eventos como o CIMES, propiciam um avanço da Odontologia brasileira.

Moacyr Novelli, professor da faculdade de odontologia da USP (Universidade de São Paulo), apresentou o projeto elaborado a partir da parceria com o Departamento de Mecatrônica da Escola Politécnica: “Nossa proposta é aproveitar idéias inovadoras para a prática odontológica do futuro”, disse.

As idéias deverão ser apresentadas por meio de textos que serão apresentados aos alunos de mecatrônica, que por sua vez, contribuirão com a finalização do projeto de forma viável do ponto de vista da engenharia de instrumentos, equipamentos, materiais e demais produtos que envolvam tecnologia inovadora.

“Com essa iniciativa, queremos aproximar a empresa com liderança tecnológica à manufatura de produtos viáveis, com foco na real mudança nas práticas de tratamentos dentários.

Em seguida, o diretor da Dabi Atlanti, Caetano Biagi, falou que a estratégia de investimento constante em produtos permite entrar em novos mercados, assegurando competitividade e crescimento contínuo da companhia.

Ele contou como a empresa identificou a oportunidade na área de exames de imagem odontológica e se tornou a responsável pelos primeiros aparelhos de Raios-X, Raios-X Panorâmico, Ultrassom e Tomógrafos odontológicos nacionais. Em 2015, 40% do faturamento da empresa é fruto de produtos lançados recentemente.

Na seqüência, a professora do Centro de Terapia Celular e Molecular da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Mônica Talarico Dualibi falou de sua pesquisa e atuação com o uso de células tronco e outras fontes doadoras de células, como uma nova tecnologia que usa a engenharia tecidual na busca de criar alternativas às terapias convencionais que utilizam material sintético e metálico.

“Já temos exemplos de engenharia tecidual sendo usada na endodontia, na periodontia, e temos comprovações em animais que é possível construir um dente por inteiro com esse princípio”, disse.

O presidente do CROSP (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo), Claudio Yukio Miyake, finalizou a plenária dizendo que se os financiamentos públicos chegassem verdadeiramente à área da saúde, a inovação seria motivada de forma automática, pelo aumento da demanda. “Eventos como o CIMES são importantes para discutirmos esses pontos e devem acontecer cada vez mais.

O vice-presidente do setor odontológico da ABIMO, Knud Sorensen, concorda: “Estou orgulhoso da aula que tivemos aqui, hoje”, disse. “Saímos dessa discussão fortalecidos e prontos para quebrar as barreiras que a crise nos impõe.”

O diretor institucional, Márcio Bósio finalizou sentenciando que o setor odontológico está um passo a frente dos demais setores de equipamentos para a saúde no quesito inovação. “Apesar das inseguranças, temos que nos preocupar em nos manter avançando, olhando para o futuro e a odontologia é um exemplo disso.”