Tecnologia aplicada à saúde – Reconhecimento facial otimiza processos e contribui com o diagnóstico de doenças

Tema será debatido na abertura do 7º CIMES; congresso será realizado dias 22 e 23 de agosto em São Paulo

“O futuro tornou-se nosso presente. Se o tempo não para, por que nós pararíamos”? É o que enfatiza Danny Kabiljo, fundador e diretor comercial da FullFace Biometric Solutions, e um dos palestrantes da abertura do 7º CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde), evento organizado pela ABIMO entre 22 e 23 de agosto para fortalecer o desenvolvimento e a inovação tecnológica do país. Se inovação é a palavra-chave e o que motiva os participantes e convidados do evento, Kabiljo fará uma apresentação extremamente animadora.

Um dos responsáveis pela tecnologia de biometria facial sucesso em diversos setores, Kabiljo aponta as infinitas possibilidades de utilização desta ferramenta na área de saúde. Por meio da tecnologia de reconhecimento facial, o especialista afirma ser possível otimizar os processos burocráticos dos hospitais e instituições de saúde, aumentar a segurança do paciente, garantir uma redução no número de fraudes nos planos de saúde e, inclusive, atuar na área de diagnóstico auxiliando o corpo clínico na identificação de enfermidades.

“Algo do futuro já está em nossas mãos. Existe uma gama de possibilidades sobre o que podemos fazer com essa tecnologia para acelerar e melhorar a saúde do país”, declara ele que dirige a startup reconhecida, pelo Gartner, como uma das empresas mais disruptivas do Brasil.

Durante sua palestra, que está marcada para as 11 horas do dia 22 de agosto, Danny  contará com a participação de José Soares Guerreiro, seu sócio na FullFace. “Pretendemos conversar sobre o que mudou no cenário tecnológico, os motivos dessas mudanças, e de que forma o ser humano se adaptou a essas diferentes tecnologias para, de maneira até inconsciente, chegarmos aos dias de hoje”, comenta ele que pretende inclusive fazer demonstrações práticas da tecnologia de biometria facial, uma novidade 100% brasileira com grandes diferenciais no comparativo a tecnologias similares espalhadas pelo mundo.

Uma das aplicações mais interessantes da tecnologia de reconhecimento fácil mencionada por Kabiljo está no auxílio à medicina direta por meio da colaboração na construção de próteses. “Como temos muitos detalhes da face e da estrutura óssea, acreditamos que essa é uma aplicação possível”, comenta lembrando que também é viável instituir o reconhecimento facial para análises fisiológicas e como auxílio ao diagnóstico de síndromes. Nos EUA, por exemplo, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humana (NHGRI na sigla em inglês) aplicaram um algoritmo de reconhecimento facial para detectar a síndrome de DiGeorge, uma mutação genética rara (no cromossomo 22) de difícil diagnóstico que tem, como principais características, algumas anomalias faciais e pode gerar problemas respiratórios, atraso na fala e infecções frequentes.

Ainda para o paciente, usuário final da saúde e de todo seu empenho tecnológico,  Danny afirma que aplicar o reconhecimento facial como uma chave importante do prontuário digital, bem como para a realização de exames e para ministrar medicamentos controlados e específicos, aumentará e muito a segurança.

Já dentro da estrutura organizacional de um hospital ou instituição de saúde, a tecnologia de biometria facial é usada para reduzir o número de fraudes. “Eliminamos as carteirinhas passando a utilizar a própria face do indivíduo para autorizar qualquer consulta ou procedimento”, explica ele sobre um método que já tem sido aderido por algumas operadoras de saúde brasileiras a fim de otimizar a liberação do procedimento e garantir o cumprimento das regras, visto que uma das causas de fraudes dentro dos planos de saúde se dá justamente quando não-beneficiários utilizam o plano de saúde de um beneficiário enganando a identificação.

Especializada em identificação de pessoas, a FullFace nasceu em 2012 e, em 2015, passou a ter participação ativa em diferentes setores da economia. Premiada e reconhecida pelo seu potencial, hoje integra um dos maiores cases de reconhecimento facial junto à Gol Linhas Aéreas, primeira companhia no mundo a oferecer o check-in por biometria facial no celular.

A palestra de Danny Kabiljo e José Soares Guerrero, da FullFace, no 7º CIMES abrirá a sequência de debates que contará, ainda, com talk-shows e painéis específicos das áreas médico-hospitalar e odontológica. Estão escalados, para as apresentações, líderes da saúde nacional e grandes nomes internacionais. Para acessar a programação completa do evento, clique AQUI. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas diretamente no portal do evento acessando www.cimes.org.br.